ACOMPANHAMENTO TERAPÊUTICO NO ENVELHECIMENTO: SUBVERTENDO AS LÓGICAS DE EXCLUSÃO- Maira H Peixeiro

 

Este trabalho foi apresentado no

VI CONGRESO IBEROAMERICANO DE PSICOGERONTOLOGIA

LA PAZ – BOLÍVIA- 2015

Formando parte da mesa:  O ACOMPANHAMENTO TERAPÊUTICO NO ENVELHECIMENTO

ACOMPANHAMENTO TERAPÊUTICO NO ENVELHECIMENTO: SUBVERTENDO AS LÓGICAS DE EXCLUSÃO

Maíra Humberto Peixeiro

GER-ACÕES– São Paulo – Brasil

 

 

RESUMO:    O dispositivo clínico do acompanhamento terapêutico surgiu no campo da saúde mental visando o enlaçamento da loucura ao contexto social. Trata-se de uma criação latino americana que, no Brasil, aparece a partir da necessidade de produção de novos dispositivos de tratamento. Isto ocorre em meio a um contexto de retrocesso no campo do tratamento da loucura desencadeado pela situação política vigente, período em que vivía-se sob a ditadura militar. Com cerca de 40 anos de existência, este dispositivo ampliou seu alcance para outros campos além da loucura, entre eles, o campo do envelhecimento. Loucura e velhice tem percursos que se articulam historicamente pela via da exclusão, do asilamento. Neste trabalho são apontados pontos de aproximação entre estes campos, tendo como perspectiva a construção de fundamentos para o AT no envelhecimento, sobretudo através da definição da ética que permeia este trabalho. Conclui-se que em ambos os campos o AT busca subverter as lógicas de exclusão produzidas no bojo de um conjunto de valores culturais que atravessam o campo subjetivo singularmente. Por fim, aponta-se para uma ética que valoriza as potências singulares, dá lugar às fragilizações inerentes à velhice e que propicia o acompanhamento do sujeito em seus desejos.

Palavras-chave: Acompanhamento terapêutico; loucura;velhice;ética

 

Neste trabalho pretende-se iniciar uma conversa entre os campos do envelhecimento e da loucura, tendo em vista um o campo comum da saúde mental. Pensar a questão da saúde mental como fundamental na área da velhice, configura certamente um desafio, já que significa operar uma subversão das lógicas de cuidado e tratamento vigentes. A figura do at, que há tanto tempo transita pelo campo da saúde mental e que, há alguns anos tem trabalhado no campo do envelhecimento, pode nos oferecer alguns instrumentos para encarar este desafio.

Esclareço que meu percurso clínico, como muitos colegas acompanhantes terapêuticos, parte da saúde mental, da clínica da loucura e chega particularmente, sem nunca ter abandonado esta primeira, à clínica do envelhecimento, e mais especificamente ao AT no envelhecimento.

Para iniciar nossa conversa, trago o trabalho do pesquisador carioca Daniel Groisman em artigo de 1999. Neste texto, ele busca compreender a construção da representação social do velho a partir dos efeitos da institucionalização da velhice em asilos na virada do séc XIX para o século XX. O asilo em questão é o Asilo São Luiz para a Velhice Desamparada no Rio de Janeiro. Neste texto, recupera notícias de jornal publicadas naquela época sobre o asilo, tentando captar o imaginário que se criou a partir da criação deste novo lugar para a velhice.

No Jornal do Brazil, fim do ano de 1908, uma jornalista narra seu encontro com o asilo:

“( . . . ) o visitante olha, repara, e tem uma impressão de tristeza, de algo que ao longe lhe anuncia qualquer coisa. A praia do Caju termina com uma elevação pronunciada. No cimo está edificado um vistoso e grande edifício. Olhando o mar, olhando a terra, olhando o cemitério, esta casa parece mais um castelo feudal, invocando recordações de distantes épocas. Dentro dela quem habita?

Fui até sua entrada e perguntei: que casa é esta ? O Asilo São Luiz, respondeu-me uma voz sumida ( . . . ) Não é no Asilo São Luiz que a velhice desamparada encontra a caridade ? Sim, é aqui, disse a boa e delicada freira ( . . . ). É aqui que noite e dia olhamos esses desventurados, estas desiludidas criaturas”. (in Groisman, 1999, p.72)

Tomemos a indagação: “Não é aqui que a velhice desamparada encontra a caridade?” Partia-se da idéia de que a velhice estava desamparada e que ali encontrava um lugar de acolhida na benevolência de uma instituição de caridade. Segundo notícia publicada na Gazeta de Notícias de 1912 (in Groisman 1999) o asilo era:

“uma casa onde, velhos de ambos os sexos, encontravam o bem estar e a tranquilidade em vez da fome e do desprezo que a humanidade, em geral, inconscientemente reserva aos animais que não podem mais com a carga”. (p.75)

Em um texto de Joel Birman de 1995 intitulado “O futuro de todos nós”, constata-se que velhice ocupou nos últimos dois séculos um lugar negativado, lugar de inexistência social simbólica, já que os valores da modernidade são fundados sobre a capacidade de produção dos indivíduos e das sociedades. O trecho “ em vez da fome e do desprezo que a humanidade, em geral, inconscientemente reserva aos animais que não podem mais com a carga” revela o caráter improdutivo do velho. Considerado carta fora do baralho do funcionamento produtivo, o velho não tem um valor reconhecido, é um resto social. No trecho acima perde até mesmo a humanidade.

Um resto, uma referência a um passado de existência significativa, que cumpre um destino de sofrimento depois de uma vida de prazer, o destino de esperar pela morte. Para aquela velhice não há presente, não há futuro, somente o passado. O velho depara-se com o desamparo, a solidão, a falta de perspectivas. Ele encontra assistência no asilo, ao mesmo tempo em que perde o contato com o mundo, a vida acontece lá fora, o tempo não passa lá dentro, é um lugar de exclusão.

Lugar de exclusão tão familiar a quem trabalha com a loucura. O modelo asilar não é privilégio dos velhos. Em meados do século XIX com o predomínio do pensamento biomédico na regulação da vida social, e no Brasil, com o pensamento higienista produzido como reação ao aumento nesta época da população mendicante constituída por doentes, aleijados, órfãos, viúvas, loucos e velhos, criam-se por um lado os grandes manicômios, ou hospitais psiquiátricos, com o objetivo de recuperar os loucos e torna-los novamente produtivos e por outro lado os asilos para a velhice, sem o objetivo de recuperar, mas sim de abrigar e assistir até a morte chegar. No caso da loucura, os grandes manicômios acabam por não configurar lugares de tratamento, mas de abandono, maus-tratos, punição, exclusão. No caso dos asilos para velhos, igualmente.

O modelo asilar de institucionalização da velhice ainda é predominante no Brasil. Desde os anos 80, vivemos um momento de transição relativa a posição social do velho no Brasil. A cronologização do percurso da vida, com sua divisão em faixas etárias deu margem à invenção da infância, mais recentemente a criação da adolescência, e também produziu um lugar específico para a velhice. O que outrora era continuidade, se fracionou. Paralelamente, o contingente populacional de idosos teve um aumento vertiginoso no século passado. Criou-se a categoria da velhice, com discursos político e científico próprios e tratamentos e investigações específicos, operando, sobretudo a partir do discurso da biomedicina. Abriu-se então campo para o problema do envelhecimento no seio da sociedade, um problema político, econômico, social. O que fazer com esta parcela da população que não produz, mas que com os avanços tecnológicos médicos, vive por mais 15, 20, 30 anos? Na medida em que se torna um problema, a velhice ganha visibilidade para o Estado e para a sociedade.

O advento da aposentadoria em 1960 no Brasil, tal como a concebemos hoje em dia, é resultante das lutas pelos direitos dos trabalhadores, que como na Europa, passam a reivindicar este benefício. Desta forma, esta parcela da população se torna novamente economicamente ativa e o termo terceira idade é forjado para designar esta classe de velhos independentes, autônomos e com poder aquisitivo, diferenciada da imagem geralmente associada à velhice de ócio, pobreza e doença. A velhice passou a ser a Terceira Idade e o velho passou a ser o idoso. Estas mudanças deram margem a um processo de transição política que se caracterizou fundamentalmente pela saída do velho do lugar de objeto da caridade, para o lugar de um sujeito de direitos. Isto se verifica com a criação da Politica Nacional do Idoso em 1994, cujo artigo primeiro diz: “A política nacional do idoso tem por objetivo assegurar os direitos sociais do idoso, criando condições para promover sua autonomia, integração e participação efetiva na sociedade”, e seguindo nesta linha com a aprovação do Estatuto do Idoso em 2003 que regula estes direitos assegurados na política nacional.

Mudanças importantes, que produziram alguma positivação da velhice, como Joel Birman afirma em texto sobre a questão da Terceira Idade de 2013. A velhice torna-se mais uma etapa da vida e não mais uma relíquia, o resquício de uma vida que foi significativa e que ficou no passado. Tal positivação abre caminho para a construção de ideais na velhice, criando perspectivas para os novos idosos. A velhice ganha nomes como “ a melhor idade” ou “ a idade dourada”, um tempo para o descanso, o prazer, o lazer, enfim, para a realização dos sonhos que não couberam em outros momentos da vida.

Entretanto para quem vivencia a velhice e para aqueles que, como nós, trabalham diretamente com os velhos, fica difícil encarar a velhice como a “melhor idade”. É um momento de muitas perdas e da constatação de muitas limitações principalmente relativas ao corpo que já não é mais o de antes. Estes aspectos operam uma fragilização, que em maior ou menos grau está presente em todos os processos de envelhecimento. Retomando um trecho de outro texto meu intitulado “Sobre o acompanhamento terapêutico e sua abertura para o campo do envelhecimento: da loucura à velhice” (2013), é preciso ressaltar que esta passagem, ao mesmo tempo em que abre novas perspectivas de representação para o velho, cria uma categoria ideal traduzida pelo termo “velhice ativa”, este termo:

“que propõe um envelhecimento asséptico, livre das perdas e das dores e favorece o surgimento de um sujeito cindido, que para se inserir pode ter que negar o envelhecer, ser idoso sem ser velho. Nesse sentido cria-se um novo modelo de exclusão que marginaliza a velhice fragilizada” (p. 36)

No que tange à institucionalização, estes avanços abriram campo para novos dispositivos. As ILPIs, Instituição de Longa Permanência para Idosos, tomaram o lugar dos asilos, ou podemos pensar que os asilos foram rebatizados. Apesar de tentativas de regulação do funcionamento destes locais através de diretrizes da ANVISA, tentativas surgidas diante de situações de maus tratos que se tornaram escândalos públicos, a condução destes espaços ainda é realizada de maneira bastante arbitrária pelos proprietários. Isto também em razão da discrepância entre a concepção de ILPI que está na lei, e a realidade das Casas de Repouso, na concepção de seus proprietários. O que é priorizado entre as diretrizes diz respeito ao enquadramento na lógica médica, uma boa instituição é aquela que se assemelha à uma clínica. Não há espaço para a preocupação com os aspectos relacionais, emocionais, espaço para criação de projetos individuais e coletivos que produzam sentido na vida institucional e social. O pensamento sobre a formação de redes que incluam o território extra institucional é inexistente. Mesmo com orientações de inserção na comunidade, de não isolamento, a grande maioria das instituições mantêm a lógica da exclusão.

A institucionalização, que poderia configurar uma possibilidade de articular cuidados e continuidade da vida, como uma opção do idoso que não quer ser cuidado pela família, ou mais comumente, dar trabalho para a família, acaba configurando uma alternativa muito restrita, pois o número de instituições que oferecem algo do gênero em São Paulo é muito pequeno. Frequentemente o que observamos é justamente um cenário de isolamento do mundo e de encerramento da vida. A possibilidade de construir e realizar projetos de vida em lugares que desconsideram a singularidade, a história e o desejo de cada um é praticamente impossível. A lógica asilar, presente no campo da saúde mental e da velhice até hoje, pode operar um apagamento subjetivo. Na impossibilidade de criação de algum sentido para a vida, os loucos cronificam e se esvaziam excessivamente medicados e os velhos demenciam.

Outras possibilidades como os Residenciais, Centros-dia, Centros de Referência, o Programa de Acompanhamento ao Idoso ampliam a diversidade de recursos, contemplando idealmente diferentes necessidades para as diferentes velhices. Neles, apesar da potência do dispositivo, raramente se faz uma diferença entre ocupar o velho e acompanhá-lo em seu desejo. Sabemos da distância entre o que foi idealizado nos projetos institucionais e sua realização efetiva, questões políticas, de ingerência destes equipamentos pelo Estado e também questões culturais que orientam o imaginário de todos sobre o velho, o idoso.

O acompanhamento terapêutico é uma modalidade de tratamento que surge em um contexto de fechamento e clausura, dos hospitais psiquiátricos propriamente ditos e também do sistema político no Brasil. A ditadura rompe com um processo de abertura que vinha ocorrendo no campo da saúde mental, quando as comunidades terapêuticas surgiram no Brasil. O fechamento destes espaços faz com que reste aos profissionais da área uma única alternativa em momentos de intensificação do sofrimento de seus pacientes, momentos de crise, a internação nos hospitais psiquiátricos. Diante desta realidade, surge o acompanhante terapêutico que coloca a loucura na cidade, subvertendo a lógica asilar do isolamento, da exclusão, do silêncio, da inexistência social.

Talvez seja esta a principal função do acompanhamento terapêutico no envelhecimento, subverter as lógicas sutis de exclusão do velho em sua dimensão subjetiva, lógicas que envolvem estratégias como: a homogeneização da velhice (os velhos são todos iguais), de fracasso eminente diante de ideais inalcançáveis (ser um velho jovem), do apagamento de si diante da necessidade de ser cuidado pelo outro, da naturalização das dores do envelhecer (velho perde, velho sofre, velho adoece, faz parte, não há sofrimento), da imperativa submissão a um discurso biomédico (colocar sua vida na mão do doutor), e por fim, estratégias que tornam invisível a fragilização na velhice.

O acompanhamento terapêutico no envelhecimento acontece sobretudo em momentos de crise, ligados a entrada na velhice. Esta entrada configura um momento traumático, marcado por acontecimentos que parecem alheios ao sujeito. É muito comum que uma queda, um doença, a perda de pessoas próximas de mesma geração, a constatação da fragilidade do corpo, golpeiem de maneira contundente nossa onipotência narcísica, nossa ilusão de imortalidade, apontando para a possibilidade de uma dependência vindoura e da morte. Nestes momentos, muitas vezes, ocorre uma certa desorganização, muitas vezes bastante perceptível e concreta. Diante do impacto, ficam perdidos no espaço e no tempo como se o chão lhes faltasse. Um momento de enlouquecimento súbito. Depois do impacto, quando é possível para o sujeito advém um estado depressivo, revelando os lutos que precisam ser elaborados a partir das difíceis constatações. Segue-se um tempo de redimensionamento da vida, a partir da percepção dos limites e posteriormente, uma abertura para novos projetos. Em outros pode ocorrer uma certa paralisia, um enrijecimento que já estava lá, que impede ou dificulta esta passagem, abrindo campo para as psicopatologias da velhice, ou, dizendo de outro modo, para as loucuras da velhice.

Partindo da compreensão das demências como psicopatologias, proposta defendida por Delia Goldfarb (2004), temos pensado e verificado na clínica uma articulação entre a impossibilidade de elaborar perdas vividas e a entrada em um processo demencial. Estas perdas ficam em um certo estado de suspensão, ou colocadas de lado à maneira do psiquismo, através de uma cisão e se reatualizam diante das perdas da velhice, sobretudo com a perspectiva da perda da própria vida. Pensar a demência pelo viés das patologias psíquicas, dos sofrimentos da alma abre alguma possibilidade de escuta para estas pessoas, que em um estado inicial de demência têm plenas condições de pensar e tentar dar sentido ao que se passa, chegando até mesmo a estancar ou diminuir a velocidade do processo demencial

Importante ressaltar que a possibilidade de travessia do momento de crise aberta pela entrada na velhice, além dos aspectos subjetivos, encontra-se no entorno, na cultura que atravessa o sujeito, e que hoje, neste momento de transição que vivemos, como já citei anteriormente, oferece fundamentalmente duas possibilidades: de um lado a exclusão, a inexistência, o alheamento e por outro, a velhice ativa, saudável, consumidora de lazer, a velhice jovem. Claro que entre estas duas possibilidades, uma série de outras saídas vão sendo criadas pelas múltiplas velhices com as quais nos deparamos. Velhices com a complexidade de qualquer sujeito, e que precisam dar lugar a seus anseios, mas também as suas dores, à sua fragilização. Os acompanhantes terapêuticos presenciam tanto a falta de lugar como a criação de novos lugares para a velhice, em um movimento resistencial, alavancado pelo desejo.

A clínica do acompanhante busca subverter as lógicas de exclusão da velhice vigentes, uma lógica histórica, que tomou novas formas, mas que é, sem dúvida predominante ainda. Esta é a ética que norteia o trabalho do AT que ao subverter estas lógicas dá lugar ao que não podia se apresentar, busca abrir um campo de existência plena ao sujeito, dando suporte à dignidade, direito de todos os que envelhecem.

Como emprestar esta potência do AT a outros dispositivos de acolhimento da velhice tornando-os lugares de existência para os velhos em sua dimensão subjetiva? Questão de difícil resposta já que envolve interesses políticos, econômicos, de domínio de campos profissionais. E sobretudo uma mudança ainda em curso do imaginário social, da representação que o velho tem hoje em dia na cultura.

 

 

BIBLIOGRAFIA

 

BIRMAN, J. (1995) O Futuro de todos nós: temporalidade, memória e terceira idade na psicanálise. In Veras, R. (Org). Terceira Idade : um envelhecimento digno para o cidadão do futuro. Rio de Janeiro: Relume Dumará

 

BIRMAN, J. (2013) A terceira idade em questão. In A terceira idade: estudos sobre envelhecimento. Edição Especial. Vol. 24, n. 58. São Paulo: SESC

 

BRASIL. Presidência da República. Lei no 10.741, de 1o de outubro de 2003. Dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências.

BRASIL. Presidência da República. Lei no 8.842, de 4 de janeiro de 1994. Dispõe sobre a Política Nacional do Idoso, e dá outras providências.

GOLDFARB, D.C. (2004) Demências. São Paulo; Casa do Psicólogo

 

GROISMAN, D. (1999) Asilos de velhos: passado e presente. In: Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento. Vol.2 Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul

 

PEIXEIRO, M. H. (2013) Sobre acompanhamento terapêutico e sua abertura para o campo do envelhecimento: da loucura à velhice. In Travessias do Tempo:acompanhamento terapêutico e envelhecimento. Barbieri, N.A. e Baptista C.G. (Orgs.) Núcleo de Acompanhamento Terapêutico no Envelhecimento da Ger-ações. São Paulo: Casa do Psicólogo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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